Você já ouviu falar sobre pectus? Talvez você já tenha visto indivíduos com os chamados “peito de pombo” ou “peito de sapateiro”, que são os tipos de pectus mais comuns. Em linhas gerais, este problema caracteriza-se por deformidades que ocorrem na parede do tórax devido a um crescimento anormal das cartilagens das costelas. Em alguns casos, esse crescimento pode trazer problemas físicos (falta de ar, fadiga, dor) e sociais ao paciente, que por conta da questão estética se sente inibido para expor essa região do corpo, na praia ou durante a prática de um esporte, por exemplo.

O pectus atinge menos de 1% da população mundial e é mais comum no sexo masculino. As deformidades são classificadas como:

1 – Síndrome de Poland: é caracterizada pela associação entre a ausência do músculo peitoral maior (quase na totalidade de um dos lados do corpo e predominantemente à direita) e sindactilia (dedos unidos) ou braquidactilia (encurtamento dos dedos) nas mãos.

2 – Fendas esternais: separação parcial ou completa das duas barras que formam o osso esterno, causada por falha na formação por volta da oitava semana de gestação. Podem ser classificadas em fendas esternais superior, inferior, mediana e completa.

3 – Pectus excavatum: esse é o tipo de deformidade mais comum. É uma depressão do esterno e das costelas para dentro do tórax. Habitualmente, a segunda costela, a segunda cartilagem costal e o manúbrio (parte superior do osso esterno) são normais.

4 – Pectus carinatum: é o deslocamento do osso esterno e das costelas para a frente, dando o aspecto de “peito de pombo”. É menos frequente que o excavatum e atinge mais os homens que as mulheres. O diagnóstico, na maioria das vezes, é visivelmente identificado pelo médico especialista, mas ele também pode solicitar exames complementares para definir o plano terapêutico, como raio-x, tomografia, eletrocardiograma etc. O tratamento pode ser realizado de forma não cirúrgica ou com cirurgia, dependendo da análise realizada pelo médico.

Existem tratamentos não cirúrgicos que dão bons resultados, como fisioterapia, ou o vacuum bell — um dispositivo de silicone que utiliza o vácuo para tratar o pectus excavatum. O aparelho possui uma “bombinha” que, ao sugar o ar, cria uma pressão na região e “puxa” as cartilagens para a frente. É uma alternativa útil que pode ser utilizado pelo próprio paciente. Às vezes ele é suficiente para o tratamento completo, mas às vezes é usado em uma primeira fase, como preparação para a cirurgia.

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