A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada pela obstrução da
passagem do ar para os pulmões, associada a inflamação do aparelho respiratório e com
repercussões sitemáticas. A DPCO, em adultos acima de 40 anos, atinge uma em cada 10
pessoas. Com relação a sua taxa de mortalidade, mata cinco vezes mais do que acidentes
rodoviários.

Entre as causas principais da DPCO estão:
• O tabagismo, que é responsável por mais de 70% dos casos. Ao longo da vida, cerca de
50% do fumantes irão desenvolver a DPCO. Esse número, em não fumantes, representa
cerca de 10%;
• A exposição por atividade profissional a produtos químicos, poeiras ou gases ou a
inalação de combustíveis de biomassa para aquecimento ou para cozinhar;
• Fatores genéticos e histórico familiar. A falta da proteína alfa-1 antitripsina é o problema
genético mais apontado como causador da doença. Mães fumantes na gestação e
infecções pulmonares durante a primeira infância também aumentam a probabilidade da
DPCO.

Ela é perigosa, pois além do potencial para interromper a respiração de vez, também
diminui a circulação de oxigênio no sangue, disparando substâncias inflamatórias para todo
o corpo. Isso também sobrecarrega o coração e tem efeitos negativos sobre a massa
muscular.

Seus sintomas aparecem de forma lenta e pioram gradualmente, isso faz com que seja
confundida com outras doenças como bronquite, asma, insuficiência respiratória ou com os
sinais normais do envelhecimento.

O diagnóstico é feito através de espirometria, um exame simples que mede o fluxo de ar
nos pulmões. Por ser considerada por muito tempo como uma doença de homens,
infelizmente, ainda existem muitos médicos que não fazem o exame em mulheres. Isso faz
com que muitas mulheres sejam diagnosticadas depois que a doença já causou muitos
estragos no seu sistema respiratório.

Os principais sintomas são da DPCO são:
• Tosse;
• Falta de ar e fadiga;
• Pigarro;
• Catarro em excesso;
• Falta de energia;
• Chiado no peito;
• Aperto no peito.

Na França, a doença pulmonar crônica obstrutiva afeta 3,5 milhões de pessoas e mata, em
média, 17500 pessoas por ano. Os tratamentos não podem curar ou reparar os danos já

feitos. Eles ajudam a previnir que a sua situação piore. Por isso, caso esteja sentindo esses
sintomas, procure o quanto antes um médico especializado.